segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Subsídio até para as baterias...

A União Europeia dá dinheiro para tudo.... até para as baterias, ainda que de um carro 'eco'.

Banana da Madeira em Lisboa

A campanha da Compal está em força na capital.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

7-4 nas Autárquicas!!!

A frase está escrita na entrada de uma livraria, no Funchal, Rua do Hospital Velho, perto do Liceu.
Será uma indirecta sobre a perda de 7 câmaras por parte do PSD-Madeira nas últimas Eleições Autárquicas de 29 de Setembro....

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Homenagem ao Sargento Pereira

Foi hoje na Ribeira da Janela.
Um busto perpetua a sua memória

terça-feira, 24 de julho de 2012

Ribeira da Janela em festa

Se queres conhecer,
A ilha da Madeira
Não verás nada,
se não fores à Ribeira

Se não fores à Ribeira,
à Riberia da Janela,
pois no mundo não há,
e não há como ela...

sábado, 14 de julho de 2012

É lá perto... no Seixal



Vêm aí as festas de Verão

Agosto é mês de festas na Madeira.

As melhores são as da Ribeira da Janela.....

sábado, 28 de abril de 2012

Operação 'Cuba livre'

O nome é infeliz mas quem se põe a jeito....

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Com a devida vénia a Miguel Esteves Cardoso

MiguelEsteves Cardoso
Os lambe-cus"

Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios.
Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta.
À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço».
Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc.
..Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-seirreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos atéao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu.
Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu.
Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing.
Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.(...)
Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão maltratados e sucedidos como os engraxadores de outrora.
O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional.
O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos deculambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês."

Miguel Esteves Cardoso, in "Último Volume"

sábado, 24 de setembro de 2011

terça-feira, 21 de junho de 2011

O que se disse no insuspeito JM do agora Primeiro-Ministro

-Data de Publicação: 2010-02-18 (JM)
Candidato à liderança do PSD nacional
Os negócios de Pedro Passos Coelho

-Hugo Velosa (16/02/2010) diz (no JM) esperar “que não haja um militante da Madeira a votar” no candidato
"Com Passos Coelho não haverá solidariedade"

-Data de Publicação: 2010-03-13 (JM)
Guilherme Silva mandatário de Rangel
«Melhor opção para a Madeira»
-
Data de Publicação: 2010-03-14 (JM)
Jardim e Cunha e Silva manifestam apoio a Paulo Rangel
Congressistas solidários com a Madeira

-Data de Publicação: 2010-03-27 (JM)
Eleições para a escolha de líder no PSD registam a maior participação de sempre
Passos Coelho vence directas, Paulo Rangel ganha na Madeira

-Data de Publicação: 2010-03-26 (JM)
Mandatário Regional Guilherme Silva considera
«Campanha mostrou que Rangel é o melhor»

-Data de Publicação: 2010-03-26 (JM)
Jardim, a propósito das directas que hoje elegem novo líder do partido, diz-se sem esperança
«Desarrumação mental» no PSD vai continuar

-Data de Publicação: 2010-03-24 (JM)
Guilherme Silva em almoço de apoio ao candidato à liderança do PSD
Rangel é a alternativa eficaz

-Data de Publicação: 2010-03-23 (JM)
No mesmo dia em Jardim apontou o candidato como o único que lhe dá “garantias”
Rangel recebe o apoio do ex-secretário geral

-Data de Publicação: 2010-03-19 (JM)
FRANCISCO GOMES
Apoiar Rangel!

-Data de Publicação: 2010-03-15 (JM)
No rescaldo de mais um congresso social democrata, Hugo Velosa acusa
«Coelho é uma versão pior de Sócrates»

-Data de Publicação: 2010-03-14 (JM)
Jardim e Cunha e Silva manifestam apoio a Paulo Rangel
Congressistas solidários com a Madeira

-Data de Publicação: 2010-02-11 (JM)
No percurso político do eurodeputado há uma vitória nas eleições
Guilherme lembra que Rangel já ganhou

A democracia da treta

Recomendo a leitura do 'post'/artigo do Pe. José Luís Rodrigues sob o título "A Democracia da treta na Madeira", publicado ontem no seu blogue 'Banquete da Palavra'.

sábado, 4 de junho de 2011

Humor: Alentejano esperto...

O alentejano mais pobre da aldeia só tinha uma bicicleta, mas um dia aparece no Café Central com um descapotável.
Admirados, perguntam os conterrâneos:
'Atão cumpadri, onde arranjou esse carrito?'
Nem calculam! Na estrada vi uma moça, por acaso bem jêtosa, a chorar e perguntê: 'o que é que se passa?'
Atão ela disse-me: 'veja lá, um carrinho tão novo e já avariado!'.
Atão, abri o motor, liguê dois fiositos e pronto! O carro estava arranjado.

Atão ela puxou-me para trás de um chaparro, despiu-se toda e disse-me:
'para pagar o trabalho que o senhor teve, faça o que quiser!'
E ê fiz o que quis: meti-me no carrito e abalê com ele!'
Em coro, respondem os outros:
'E vossemecê fez munto bên! De certeza que a roupa tamên nã lhe servia...'

Humor: O que é isso do "iPOD"!

Os primos da cidade foram passar o Natal com os parentes alentejanos.
Alguns dias após o Natal, estava o primo da cidade a fazer alarde dos presentes que tinha ganho.
- Primo, viste o que eu ganhei de presente? Um 'Ipod' espectacular e ainda por cima da melhor marca do mercado!
O primo alentejano respondeu:
- Bom primo, muito bom!!! Mesmo muito bom...

Aí o da cidade perguntou:
E o que foi que tu ganhaste?
- Ganhei o mesmo que tu.
- Mas, quem te deu?
- O Ministro das Finanças
- Foi mesmo?
- Foi. Estava eu descansado quando, na Televisão, ao falar de impostos, quase me interpelou sobre o aumento dos impostos nestes termos:
- Posso?
- "Aí Pode! Pode!".
Não sei se tem marca mas no dia das eleições logo se verá...

Humor: CSI à portuguesa

"Cenas da Investigação Criminal em Portugal"


(Excertos verdadeiros de autos elaborados pela GNR e PSP, peças processuais e diligências)


-Um agente da PSP desloca-se à residência de um casal que anda desavindo e escreve no auto de notícia que: "o sr. x anda muito frustrado porque pagou cerca de 5 mil euros pelos implantes mamários da sua mulher e suspeita que outro cidadão está a usufruir desses dividendos".


- A GNR participa acidente e explica que "naquele local o asfalto da estrada era de terra batida".


- O gatuno era "herdeiro e vozeiro naquele tipo de condutas".


- Auto de notícia em que se diz que a ofendida foi encontrada em "lã-jeri"


- O arguido era "de raça nómada".


- O arguido resolve acabar o seu requerimento de uma forma cordial: "Pede deferimento" e logo a seguir ... "As minhas sinceras condolências".


- "O denunciado proferiu vários impropérios na Língua de Camões e também em língua francesa"


-"O indivíduo trazia o produto estupefaciente junto do órgão genital masculino vulgo pénis"


- Diligência de inquérito: "Solicite à PSP que, em 48h, diligencie por identificar o denunciado que se sabe ter cerca de 16 anos e usar boné"


- Um arguido antes de bater no ofendido atirou-lhe com uma caixa em plástico, "nomeadamente um tampa-roer".


- "O arguido atirou um paralelo-ipípado".


- "O arguido trazia uma techerte azul às riscas".


- "Os meliantes colocaram-se em fuga, ao volante de uma Picap"


- Na sequência de uma queixa por crime de furto de um veículo a GNR informa que recuperou a dita viatura no entanto a mesma vinha cheia de moças.


-Caso de uma averiguação de causa de morte em que foi determinada a "autópsia parcial" do cadáver.


- Auto de notícia em que a GNR denuncia o furto de 24 galinhas das quais uma era galo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Humor...

A jornalista tentava iniciar uma entrevista com um alentejano, que, minuciosamente estudava o firmamento, debaixo do chaparro.
A jornalista: Aquele monte além dá trigo?
O alentejano: Na dá nada...
A jornalista: E dá batata?
O alentejano: Na dá batata, não...
A jornalista: Então, dá centeio?
O alentejano: Na dá nada...
A jornalista: E semeando milho?
O alentejano: ÁÁÁHHHHHHH, semeando já é outra conversa...!!!

O que disse Saramago...

Face à presença do FMI, a troika externa, amparada pela troika interna, é altura de relembrar Cadernos de Lanzarote:

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvaçãodo mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»

José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148

terça-feira, 17 de maio de 2011

O primeiro e o actual ou a diferença entre a I e a III República

O primeiro era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos. O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o. Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso.Formou-se em Direito.

Foi advogado, professor, escritor, político e deputado. Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Foi reitor da Universidade de Coimbra. Foi Procurador-Geral da República.Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa.

Com 71 anos foi eleito Presidente da República.Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país.. Seria incapaz de alguma vez me servir dele..."Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa anexa a este. Pagou a renda da residência oficial e todo o mobiliário do seu bolso.Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não quis secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado. Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez questão de o pagar também do seu bolso.

Este SENHOR era Manuel de Arriaga e foi o primeiro Presidente da República Portuguesa.


O segundo foi o homem que escreveu no 'Expresso' uns artigos sob o título 'O Monstro' que, segundo o próprio, alertavam para o risco de Portugal chegar à situação em que estamos. O homem que, na última vez em que o FMI esteve em Portugal, em 1983 fazia a rodagem do carro para a Figueira da Foz. Numa altura em que a causa remota da vinda do FMI foi a decisão de revalorizar o escudo. O homem que sucedeu ao governo do bloco central, governando em tempo de falsas vacas gordas, à custa da adesão à CEE, do reequilíbrio das contas externas e da imensidão dos fundos comunitários.

Quando já era primeiro-ministro, ao longo do seu consulado, definharam os sectores produtivos, sobretudo o agrícola, soçobrando face à competitividade da agricultura europeia à custa de "envenenadas" indemnizações compensatórias. Ele é o pai da economia liberal, dos negócios especulativos de acções cujo exponente máximo é o 'caso BPN', de inaugurações faustosas de obras públicas em vésperas de eleições. Com ele começou a invasão do Estado por milhares de boys, o criador do país das oportunidades/oportunistas.

Ele é o pai do triste episódio do assessor que inventou escutas numa página triste na história da instituição Presidência da República.Ele é inatacável e intocável. O acima de toda a crítica. O que defende o PEC ...para os outros. O que se queixou que a esposa ganha 800 euros de reforma. O mesmo homem do leme que, quando confrontado pelo facto de umas acções do grupo BPN/SLN que havia adquirido haverem valorizado cerca de 150% respondeu qualquer coisa do género 'Nessa altura não desempenhava quaisquer funções públicas'. O mesmo que amparou, noutras funções, o assessor das escutas. Os seus não são afastados. Quando muito, caem de maduros.

Lembram-se da sisa de Cadilhe (finais da década de 80)? Ele defendeu-o. Do sangue de Leonor Beleza (1985/86), defendeu-a até ao fim.Do recente escândalo BPN quando já era insustentável a presença do conselheiro Dias Loureiro no Conselho de Estado. Amparou-o até ao limite.Lembram-se quando atacou o Governo do seu próprio partido, encabeçado por Santana Lopes, com a história da boa e má moeda, favorecendo, assim, o PS de José Sócrates (2004).

Recordam-se, quando, na sequência destes ataques (feitos em 2004) Alberto João Jardim se referiu a ele como "sr.Silva"? Logo a seguir, como candidato a Belém, veio à Madeira (2005) beijar a mão que o atacou, pois precisava do voto dos madeirenses, não fosse o Diabo tecê-las, não ganhar à primeira volta e suceder-lhe o mesmo que a Freitas do Amaral em 1986? E por falar em Freitas do Amaral?

Lembram-se de Aníbal o ter apoiado em 1985/86 e depois se ter recusado a pagar a parte que cabia ao PSD (por ele liderado) nas dívidas de campanha, que depois o candidato pagou, com pareceres que foi elaborando ao longo dos anos seguintes?

Esse senhor é Aníbal Cavaco Silva. Esse homem político que tenta passar a mensagem que não é político mas foi o cidadão que mais tempo ocupou o cargo de primeiro-ministro (1985-2005). Depois de ter sido Ministro das Finanças (1979/80). E agora presidente na III República.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Eufemismos linguísticos...

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar 'afro-americanos' aos pretos (sem qualquer conotação racista), com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado! As 'criadas' dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico'.

Extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram a 'auxiliares da acção educativa'. Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'. Os caixeiros-viajantes são 'técnicos de vendas'.

O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez'; os operários são agora 'colaboradores';as fábricas, vistas de dentro, são 'unidades produtivas'e vistas de fora são 'centros de decisão nacionais'.

O analfabetismo desapareceu, cedendo o passo à 'iliteracia'. Desapareceram dos comboios e navios as 1.ª e 2.ª classes mas continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'. Ser mãe solteira, com os novos tempos, passou a 'família monoparental'. Já não há crianças 'terríveis'; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'.

Os 'cegos' -palavra desagradável e aviltante- passou a 'invisual' (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)

As 'putas' passaram a ser 'senhoras de alterne' e 'garotas de programa'. Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes', 'alavancar' e outros barbarismos da linguagem.

Os tradicionais "anões" estão em vias de passar a 'cidadãos verticalmente desfavorecidos'. O 'mongolismo' passou a designar-se 'síndroma do cromossoma 21'. O autismo foi banido da Assembleia da República. Os gordos e os magros passaram a ser pessoas com disfunção alimentar. Os gordos obesos e os magros anoréxicos,

Os que fazem desfalques não são ladrões mas cidadãos que incorrem no crime de 'peculato'. O conceito de corrupção organizada foi substituído pela palavra "sistema".E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a 'correcção política' e o novo-riquismo linguístico. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.

sábado, 14 de maio de 2011

Tão actual!!! Sempre a classe média...

Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV:
Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço…

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado… o Estado, esse, é diferente! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se…
Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros…

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível…

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos… É um reservatório inesgotável…."