quinta-feira, 16 de abril de 2009

Informação útil

A MAIOR PARTE DE NÓS NÃO SABE ANDAR EM ROTUNDAS. (alguns pregam-nos cada susto e ainda acham que têm razão!)
Meta isto na cabeça:

Tendo em conta as disposições aplicáveis do Código da Estrada, na redacção que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei nº 44/2005, de 23 de Fevereiro, constantes dos artºs 13º, nº 1; 14º, nºs 1 a 3; 15º, nº 1; 16º, nº 1; 21º; 25º; 31º, nº 1, c) e 43º e as definições referidas no artº 1º do mesmo Código, na circulação em rotundas os condutores devem adoptar o seguinte comportamento:

1- O condutor que pretende tomar a primeira saída da rotunda deve:
Ocupar, dentro da rotunda, a via da direita, sinalizando antecipadamente quando pretende sair.

2 - Se pretender tomar qualquer das outras saídas deve:
Ocupar, dentro da rotunda, a via de trânsito mais adequada em função da saída que vai utilizar (2ª saída = 2ª via; 3ª saída= 3ª via);
Aproximar-se progressivamente da via da direita;
Fazer sinal para a direita depois de passar a saída imediatamente anterior à que pretende utilizar;
Mudar para a via de trânsito da direita antes da saída, sinalizando antecipadamente quando for sair.

A intrigante Casa Amarela

Quem circula na via rápida perto do nó da Cancela, no sentido Caniço/Funchal, não fica indiferente a uma casa amarela mesmo à direita da entrada do túnel. É uma intrigante casa amarela. É tudo amarelo: paredes, janelas, corrimões, até a casota do cão.
Desconheço a quem pertence mas isso não interessa. Apenas desafia as nossas opções estéticas. Faz lembrar o filme 'Recordações da Casa Amarela' (1989), película do realizador português João César Monteiro, a primeira obra da trilogia em que o autor interpreta o seu alter-ego. Será?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Que é feito da nova torre de controlo?

Que é feito da construção da nova torre de controlo do Aeroporto da Madeira?Agora que se sabe que a ANAM teve em 2008 o primeiro resultado positivo (um resultado
operacional positivo de 631 mil euros), com a empresa concessionária dos aeroportos a
reduzir o passivo em 50,5 milhões?
Não é verdade que o PIDDAR 2006 já previa o lançamento da obra de construção da Nova Torre de Controlo?
Por um lado folgo em saber que a obra ainda não foi para o terreno. Recordo que estava prevista para o lado oposto à actual torre, a norte da pista, num local não muito distante do saudoso "Hotel Altantis" que foi demolido por ser muito alto. E a torre, não será alta?
Por outro lado, não deixo de verificar que se trata de uma promessa adiada.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Memórias de infância: Cuspo para apanhar lagartixas

Quem é que nunca foi apanhar lagartixas (e mesmo osgas -noutras paragens) e as levou para casa como troféu? Quem não sabe que a cauda de uma lagartixa cresce ainda que arrancada? Quem desconhece que, talvez atraídas pelo cuspo afrodisíaco das fêmeas, as lagartixas caem na armadilha?
Pois é, em pequeno, também andei à cata de lagartixas nas reentrâncias dos muros do caminho, com o caule de uma erva gramínea enlaçada e engodada de cuspo na ponta. Fi-lo no Ribeirinho, Casais de Baixo, Pigarro, Atalho, Murtório, Casais da Igreja, Cascalho, Charrua, Cova da Parreira, Serrado, Voltinha, Estaleiro, Eira do Pico, Fajã da Amoreira, Fajã Redonda, Ferradura, Eira do Jorge, Galinheiro, Penedo, Nogueiras, Roçada, Terra das Figueiras. Enfim, por onde os meus pais e os meus avós me levavam nas lides da terra.
Apanhar lagartixas tinha os seus truques. Tinha se estar quente e a linha do horizonte a tremer. O ideal era uma espiga de balanco ou de outra erva esguia e maleável. O laço teria de estar com o diâmetro ideal. Nem muito largo para deixar fugir a presa nem muito estreito que a fizesse desconfiar. O cuspo era sucessivamente renovado numa tarefa que hoje me dá asco. Ninguém morreu por isso.
Zás! Aí estava ela. Dependurada no laço a contorcer-se. O troféu, qual dragão, é exibido aos companheiros de brincadeira como o pescador amador exibe o seu peixe pescado à linha. O bicho debate-se, cai-lhe o rabo que fica a torcer-se como se tivesse vida autónoma.
O mesmo rabo que serve de leme em pleno voo. É que, empiricamente, comprovávamos o que estudos demonstram. Ao induzir as lagartixas a caírem de cabeça, em todas as ocasiões, os bichos conseguem mudar de posição em pleno 'voo' e cair de pé, usando a cauda como uma espécie de leme. Os gatos também são assim.
No muro e nas paredes outras lagartixas aventuram-se a por a cabeça de for a. Impotentes para valer à sua companheira de infortúnio. Algumas com um rabo enxertado/novo, sinal de outras desventuras e outras lutas.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Pela mini-saia na Loja do Cidadão!

Fiquei estarrecido quando li esta notícia: "Loja do cidadão proíbe funcionárias de usar mini-saia".
Pensei: Olha que óptimo tema para ser desenvolvido pelo cronista da Revista, António Fontes!
Mas o assusto é sério e já botou falatório político. O deputado Manuel Alegre já veio denunciar o atentado à liberdade individual.
É verdade, a Agência de Modernização Administrativa proíbe as funcionárias da loja do cidadão de Faro de usarem saias curtas, blusas decotadas ou perfumes com aroma agressivo.
As funcionárias são proibidas de usar blusas decotadas, saias curtas, gangas, perfumes agressivos, sapatilhas (sapatilhas não é inovador, o presidente da ALM, Miguel Mendonça também proibiu os jornalistas de as usar).
Logo no Algarve onde o calor aperta e vem mesmo a calhar usar roupas leves.
Não sei, por cá, João Lomelino vai adoptar a mesma política mas espero que não.
No caso do Algarve estamos perante uma Loja do Cidadão de 2ª Geração mas, pelo andar da carruagem, parece uma loja de 3.ª idade.
E é um mau serviço que se presta à 3.ª idade uma vez que com mini-saias e decotes ainda se arrebitavam ... corações.
Não sou dos apologistas da máxima "é proibido proibir" mas, caramba, haja bom senso.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Memórias de infância: 'Curtir' tremoços



Era nesta época pascal que tal acontecia. Com a devida antecedência eram comprados os tremoços na mercearia. Depois eram cozidos e levados por nós para 'curtir' durante dias a fio em água corrente.
Muitos habitantes da Ribeira da Janela usavam precisamente... a ribeira. As sacas de serapilheira com os tremoços dentro eram amarradas a pedregulhos dentro da água corrente. Ficam ali durante dias até serem recolhidas.
Também havia quem usasse poços de rega para o fazer.
E na ida e volta dos tremoços aproveitava-se para colher o inhame, outra iguaria desta época pascal e que, consoante a classe, ficava horas a cozer. Também se traziam os agriões para fazer a sopa de Sexta-feira Santa, pois não se podia comer carne. E colhia-se, ainda, debaixo das latadas, as 'amêndoas de páscoa', flor que enfeitava as casas nesta época pascal.
De volta aos tremoços, sementes, de uma planta da família das Leguminosas da qual também fazem parte os feijoeiros,a faveira,a ervilheira,o grão-de-bico,a lentilha, enfim, todas essas cujo fruto é uma vagem. Quase todas comestíveis e muitas outras não comestíveis (como as giestas, os tojos, as olaias, os trevos, as joinas, etc.)
Só mais tarde fiquei a saber que só se pode comer tremoços demolhados. Porquê? porque os tremoços são muitíssimo tóxicos para nós e para outros mamíferos se não levarem qualquer tipo de tratamento.
O povo foi sábio, nesse aspecto, e descobriu que deixando os tremoços em água corrente durante determinado período de tempo, estes passavam a ser comestíveis.
A toxicidade desaparece, pois, com a ebulição em água ou colocando os tremoços durante algum tempo em água salgada.
Só mais tarde fiquei a saber que o tremoço tem de ser demolhado e fervido para purgar uma substância alcalóide (lupanina) que lhe confere um sabor amargo.
Feita a preparação, o tremoço é alimento de eleição, em regra, beneficiando quem dele se alimenta, prevenindo a ocorrência ou mesmo tratando certas enfermidades.
É muito bom na preparação dos solos para o cultivo do milho, melão e trigo.
Por outro lado, a selecção de variedades permitiu a sua utilização na alimentação dos animais de forma massiva e a sua introdução como aperitivo, provavelmente, pela mesa das populações rurais.
É o chamado “camarão dos pobres”.

Elegíveis?!

Começa a aborrecer esta história de candidatos “em lugares elegíveis”.
Primeiro porque a elegibilidade cabe, em última instância, ao eleitor.
Depois porque se regateiam lugares, mais abaixo ou mais acima na lista, como se de uma grande conquista se tratasse.
São apenas decisões de directórios partidários.
Além disso, salvo raras excepções, é lamentável que tais directórios coloquem nos lugares da frente uma espécie de “lebres” que, compondo o ramalhete, são meras operações de cosmética para eleger outros nomes secundaríssimos.
Devia haver a obrigação de ocupar o lugar.
Há senhores, na Madeira, que sempre foram candidatos a tudo mas apenas desempenharam um único cargo.
Para bom entendedor....