terça-feira, 21 de agosto de 2012

Homenagem ao Sargento Pereira

Foi hoje na Ribeira da Janela.
Um busto perpetua a sua memória

terça-feira, 24 de julho de 2012

Ribeira da Janela em festa

Se queres conhecer,
A ilha da Madeira
Não verás nada,
se não fores à Ribeira

Se não fores à Ribeira,
à Riberia da Janela,
pois no mundo não há,
e não há como ela...

sábado, 14 de julho de 2012

É lá perto... no Seixal



Vêm aí as festas de Verão

Agosto é mês de festas na Madeira.

As melhores são as da Ribeira da Janela.....

sábado, 28 de abril de 2012

Operação 'Cuba livre'

O nome é infeliz mas quem se põe a jeito....

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Com a devida vénia a Miguel Esteves Cardoso

MiguelEsteves Cardoso
Os lambe-cus"

Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios.
Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta.
À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço».
Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc.
..Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-seirreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos atéao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu.
Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu.
Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing.
Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.(...)
Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão maltratados e sucedidos como os engraxadores de outrora.
O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional.
O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos deculambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês."

Miguel Esteves Cardoso, in "Último Volume"

sábado, 24 de setembro de 2011