sábado, 12 de julho de 2008

Paraíso fiscal alargado?

Na abertura da 'Expomadeira', o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim indagou se "Deve ou não a Madeira, o arquipélago todo, ser uma Zona Franca, financeira, industrial, económica”.
O líder regional deve estar a falar a séria até porque diz aguardar respostas e opiniões à questão lançada na cerimónia de abertura da 'Expomadeira'.
Da minha parte, aqui vai a sugestão: Alargue todo o arquipélago a Zona Franca.
Tal como as Galápagos inspiraram a teoria da evolução das espécies, de Darwin, caro Dr. Jardim, que a Madeira seja transformada num paraíso fiscal.
Não está certo que o tio Joaquim, do Porto Moniz, não tenha as mesmas regalias que o pimpão off-shore do Funchal ou o laborioso empresário da Zona Franca Industrial do Caniçal.
Assim, os nossos empresários, em vez de terem de se deslocar ao paraíso fiscal de Nassau, nas Bahamas, ou às ilhas Caimão podem alugar um barco a remos e ir até às Desertas, à Rocha do Navio ou à Fajã dos Padres.
Só tenho uma dúvida:
Qual o estatuto que vai ter o Principado do Ilhéu da Pontinha?

Que vereação socialista é esta?


Ontem, a vereação socialista na Câmara Municipal do Funchal criticou as obras de alargamento e pavimentação do Caminho do Arieiro. Acham (vejam só) que tem passeios demasiado largos.
Sinceramente. Quem não tem vistas largas é o PS.
Também quando Fernão de Ornelas decidiu cinstruir a rua que tem o seu nome lhe disseram que era demasiado larga.
Não é para uma vereadora que já foi assessora de Ministro e deputada.
Sr.ª Dr.ª Isabel Sena Lino, em vez de ir ao Caminho do Arieiro, verificar as obras de alargamento e pavimentação que ali estão a ser feitas, e de denunciar algumas “falhas” que, no seu entender, vão prejudicar os moradores e os automobilistas da zona, porque não envereada por outros caminhos.
Digo-o, literalmente. Por outros caminhos que precisam de intervenção, alargamento, pavimentação.
Deixe o Caminho do Arieiro que esse já cá canta.
Reivindique outros caminhos...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O "crime" do padre Amado


O julgamento do Pe. Martins Júnior, acusado de exercer indevidamente por estar suspenso "a divinis", foi adiado pelo Tribunal de Santa Cruz.
Diria que Deus escreve direito por linhas tortas.
O arguido (é assim que a Justiça trata todos os cidadãos) é acusado pelo Ministério Público (29 de Outubro de 2001) da prática, de forma continuada, do crime de "abuso de designação, sinal ou uniforme", depois de ter sido suspenso a "divinis" em 27 de Julho de 1977, decisão reconfirmada a 07 de Janeiro de 1985".
É o crime do padre Amado.
Amado pela população da Ribeira Seca (ou boa parte dela) há mais de 30 anos.
Por mais voltas ou reviravoltas que se dê chega-se à máxima "ou é do malho ou é do malhadeira".
Porque se importuna o MP com um crime cuja pena máxima abstractamente aplicável não vai além dos seis meses de prisão?
Há tanta forma airosa de sair das situações...
Espero e desejo que haja uma solução extra-judicial para o problema.
Há abertura da Diocese (desde Maio de 2007) e do Pe. Martins.
Se é certo que Martins Júnior não se livra do labelo que sobre ele recaiu (será sempre apontado como uma ovelha tresmalhada) não é menos certo que o sacramento do sacerdócio, para quem o quer -e Martins Júnior quere-o, assim como a população da Ribeira Seca- é para toda a vida.
A reconciliação pode não ser fácil, mas o que representa... vale a pena.
Afinal, Cristo também veio à Terra para realizar a obra de reconciliação.
Afinal, o voto de obediência à Igreja (hierarquia) não tudo.
Antes OBEDIÊNCIA A DEUS...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A história dos delfins


Marcham 10 soldados, ai, mas como chove!
Um escorregou na lama, só ficaram 9.
Os nove soldados cearam biscoito, um comeu demais, só ficaram 8.
Os oito soldados seguem o cadete,
Perde-se um na estrada, só ficaram 7.
Vão sete soldados apanhar papéis,
Um foge para casa, só ficaram 6.
Estes seis soldados acharam um brinco,
Um vai ao ourives, e só ficaram 5.
Os cinco soldados encontraram um rato,
Um foge assustado, e só ficaram 4.
Os quatro soldados vão lavar os pés,
Cai um no ribeiro, e só ficaram 3.
Ficam três soldados a guardar os bois,
Um vai para toureiro, e só ficaram 2.
Dos dois um deitou-se a fazer ó - ó,
Foi-se embora o outro, e ficou 1 só.
Este era o tambor, e fez: trrum-tum-tum
Cai de cansaço, não ficou nenhum.

sábado, 5 de julho de 2008

Sobre as patifarias de adolescentes


O Comando Regional da PSP, através da Divisão de Investigação Criminal (DIC) identificou, no Funchal, um grupo de adolescentes pela prática de vários actos ilícitos qualificados como crime, designadamente ofensas à integridade física, dano e difamação.
Dito desta forma, parece que estamos perante um bando de criminosos.
Não é assim.
Tratam-se de adolescentes, ávidos de dar nas vistas, que fazem umas paifarias e as colocam na internet (Youtube).
São censuráveis as patifarias mas não estamos perante criminosos.
Também quando erámos pequenos tocávamos às campaínhas das portas quando vínhamos a da escola ou fazíamos telefonemas só para incomodar com chardas do género: "Sim, é o Sr. Coelho?? Pum! Pum! Está morto" ou "Fala da casa do Sr. Pinto. Talvez seja da casa do Sr. Frango. É que já passaram alguns anos que não nos víamos".
Ora, isto não é crime nem qualificado como tal. São patifarias. Ponto final.
A diferença é que antes não havia Youtube e agora há.
Continuam as ser válias as máximas:
"Chega-te aos bons, serás um deles, chega-te aos maus, serás pior do que eles."
Ou
"Não há pior inimigo que um falso amigo"
Ou ainda
"Não declares que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado".
Ou seja, e traduzindo este provérbio árabe, não se censure a juventude só porque há alguns desalinhados.
Para finalizar:
"Uma grama de exemplos vale mais que uma tonelada de conselhos"
Que saibamos dar o bom exemplo mesmo na hora de censurar.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Conversa gaga ou gá-gá

Alberto João Jardim pretende transformar as eleições legislativas nacionais de 2009 num plebiscito ao aprofundamento das competências legislativas da autonomia regional.
Mas, foi à Venezuela, para emigrante ouvir, falar em referendo. A palavra foi dele.
Depois veio, por si e por interposta pessoas (Ghuilherme Silva) rectificar o que disse.
Ou seja, primeiro disse que que vai abrir em 2009 um debate com Lisboa sobre o futuro constitucional da região autónoma da Madeira, que terminará com um referendo aos madeirenses. "Vamos aprovar no parlamento da Madeira uma proposta de revisão constitucional para que no seio da Pátria se clarifiquem as competências do Estado e da região autónoma".
Depois veio dizer que toda a gente sabe que "não pode haver referendos em matéria constitucional".
Em que ficamos. Numa conversa gaga ou gá-gá!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Aprender sempre

"Os ignorantes, que acham que sabem tudo, privam-se de um dos maiores prazeres da vida: APRENDER"
Provérbio Popular