quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Humor

Eu, abaixo assinado, endividado até à ponta dos cabelos, ameaço tornar pública a lista de bancos que não estão dispostos a me financiar mais.
Assinado
O presidente da RAM

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fundição..

No âmbito da proposta de Orçamento de Estado para 2011, estou curioso para saber como é que se vai fundir um serviço regionalizado (Direcção Regional dos Assuntos Fiscais) com um serviço não regionalizado (Alfândega do Funchal)!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Extinga-se a Direcção Regional de Formação Profissional

O engenheiro Rui Alves deu-me o mote. Ele sugeriu que fosse extinto o IDRAM. Eu sugiro a extinção da Direcção Regional de Qualificação Profissional. E explico porquê:A 21 de Setembro último um alto responsável assumiu que a nova escola profissional de São Martinho era para captar financiamento comunitário e que o estabelecimento deve formar nas áreas apontadas como prioritárias ao desenvolvimento.
Ora, para captar financiamento comunitário já temos o Centro de Formação. Ou, melhor dizendo, a Direcção Regional de Formação Profissional. Ou, mais requintado ainda, a Direcção Regional de Qualificação Profissional. Não foi assim nos últimos anos?!
É que a nova escola profissional de São Martinho, que também abarcará ensino secundário, terá capacidade para 1.140 alunos e 60 turmas, sendo 690 alunos e 30 turmas para o secundário e 490 alunos para o profissional, divididos por 18 turmas para o profissionalizante e 12 turmas para o tecnológico. O investimento do Governo ascende a 11,7 milhões de euros.
E o núcleo da formação profissional, abrangerá 18 turmas para os cursos de mecânica e 12 turmas para os cursos de novas tecnologias, num total de 450 alunos.
No que à Formação Profissional diz respeito, as oficinas comportarão cursos profissionais na área de mecânica, construções metálicas e novas tecnologias, orientadas para uma ligação activa com a mecânica assistida e robotizada.
O Núcleo do Ensino Profissional englobará ainda os seguintes espaços: seis pavilhões de trabalho oficinal para 12 turmas de 16 alunos; espaços anexos de apoio; gabinetes de trabalho; balneários de apoio aos espaços das oficinas; instalações sanitárias de apoio aos espaços das oficinas; espaço de armazém de materiais.
Pergunto: Já não era isto que se passava ali abaixo do Pico dos Barcelos?

E eles a gastar...

Diário da República nº 28 - I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 - RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010.
Poderão aceder através do site http://WWW.dre.pt
Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da Republica
1- Vencimento de Deputados .................................................12 milhões 349 mil Euros
2- Ajudas de Custo de Deputados.............................................2 milhões 724 mil Euros
3 - Transportes de Deputados ...................................................3 milhões 869 mil Euros
4 - Deslocações e Estadas .........................................................2 milhões 363 mil Euros
5 - Assistência Técnica (??) .......................................................2 milhões 948 mil Euros
6 - Outros Trabalhos Especializados (??) ...................................3 milhões 593 mil Euros
7 - RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA...............................................961 mil Euros
8 - Subvenções aos Grupos Parlamentares................................................970 mil Euros
9 - Equipamento de Informática ................................................2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) ....................................................2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios ...............................................................................2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer's (??) Diversos (??)................................................13 milhões 506 mil Euros
13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. .................................16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ...........................73 milhões 798 mil Euros

NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ANO de 2010, é :€ 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos)
- Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 - 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Heras, buganvilias e outras trepadeiras

É apenas uma sugestão à 'Estradas da Madeira', concessionárias de vias e Câmaras Municipais. Que tal cobrir os taludes de betão (já não digo os de pedra aparelhada) com heras, buganvílias e outras trepadeiras. Numa espécie de 'jardins verticais' ou oblíquos.
Seria óptimo para a paisagem e relaxante para os condutores.
Estou a lembrar-me, por exemplo, do talude 'despido' criado com o novo túnel de acesso ao porto do Funchal.
Estou a lembra-se de 'n' taludes de injecção de betão (verde ou avermelhado) que poderiam ser cobertos verdes verdadeiros.
Aqui fica a sugestão!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

‘Homo urbanus periféricus’



Há uma nova espécie de mundividência para a qual a sociedade, as organizações e os poderes (políticos, sociais, económicos, religiosos) ainda não despertaram devidamente. Falo do ‘homo urbanus periféricus’, essa amálgama de homens e mulheres que se juntaram ‘à volta’ dos grandes centros urbanos e cuja identidade, ou falta dela, merece atenção especial.
Outrora, a periferia da cidade do Funchal começava no Ribeiro Seco, no Torreão, na Nazaré, no Chão da Loba. Santo António era ‘campo’, a Ajuda bananeiras, o Caminho do Comboio a saída da cidade.
Hoje, dir-se-ia que a periferia do Funchal estende-se desde a Ponte dos Frades, Carmo e Rancho (Câmara de Lobos) até à Tendeira e Camacha (Santa Cruz). O Caniço e as Eiras são autênticos dormitórios. E só agora o poder económico começa a despertar para estes centros periféricos onde não havia farmácias, caixas multibanco, creches, centro de dia e lares de idosos, enfim, um sem número de serviços utilitários para quem só desfruta da sua casa de manhã e à noite.
A única instituição que parece ter acompanhado este fenómeno é a Igreja Católica que, também graças ao apoio público, tem construído novos templos nestes novos centros periféricos. De resto, é ali que vive a maioria da população, dos eleitores que tanta falta fazem aos partidos políticos.
E o poder autárquico terá de apresentar um novo paradigma para esta nova realidade. O encorajamento do regresso habitacional ao centro da cidade é uma ‘aspirina’ só ao alcance de uma minoria, dos mais ricos. Sejamos realistas. Não é preciso ser bruxo nem perceber muito da lei da oferta e da procura para entender que as soluções têm de ir ao encontro das populações e não ao contrário.
Ignorar esta nova realidade sociológica, esta nova geografia humana é a ‘morte do artista’. O ‘coração’ deste novo ‘homo periféricus’ não se conquista com as fórmulas gastas de outrora. Para quê, por exemplo, construir um campo de futebol para uma população que passo dia fora do seu meio? O que essa população periférica desejaria era de um belo jardim para passear ao fim da noite e não apenas ‘blocos de cimento’, qual caos urbanístico a atrofiar a mente e o espírito de quem passou um dia a trabalhar e, à noite, precisaria de ‘arejar as vistas’ de outro modo.
É difícil criar identidade num grupo de gente que arribou num determinado sítio só porque os apartamentos são mais baratos. Mas essa gente merece atenção. E é bom que os novos governantes, os nossos partidos, os nossos autarcas estudem algo mais sobre este fenómeno.
Aqui fica a dica!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Morte lenta!

Estas três palmeiras e uma sumaúma estão a definhar entre a Rua do Anadia e a Rua Brigadeiro Oudinot.
Desde o temporal de 20 de Fevereiro que ninguém mais deitou água a estas 'pobres' árvores.

Ao menos podiam transplantá-las para outro local. Afinal, até atingir este porte, são anos de investimento.

Uma consciência!