segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Acidente com hidroavião foi há 50 anos

Fez este fim de semana anos. A 9 de Novembro de 1958 deu-se o primeiro acidente da aviação comercial portuguesa.

Um hidroavião da companhia Artop, num voo entre Lisboa e Funchal, cai ao mar com 36 pessoas a bordo.

O primeiro desastre na aviação comercial portuguesa deu-se quando um hidroavião da companhia Artop (Aero-Topográfica; mais tarde Aero-Transportadora; antecessora da TAP)

se despenhou.

Efectivamente, com a suspensão dos voos da Aquila, foi a companhia Portuguesa Artop, que se lançou na rota entre Lisboa e o Funchal, utilizando dois hidroaviões bimotores Martin-Mariner, baptizados 'Madeira' e 'Porto Santo', tendo efectuado o primeiro voo a 1 de Outubro de 1958.

Nesta altura já se antevia a inauguração do aeroporto de Porto Santo para 1960, pelo que a operação era vista como provisória.

Um acidente com o 'Porto Santo' em pleno Atlântico ocorrido a 9 de Novembro de 1958, cujos destroços nunca foram encontrados e que provocou a morte de todos 36 ocupantes levou ao encerramento prematuro desta operação, levantando questões sobre as condições de segurança em que se efectuava a operação.

4 comentários:

jose almada disse...

Como é possivel nunca se terem esforçado nas buscas, os filhos não têem coragem para falarem sobre o assunto, mas eu sou sobrinho de dois tios meus que desapareceram e com 59 anos lembro-me perfeitamente do drama na altura. hoje interrogo-me porque não tentam novas buscas, com as novas tecnologias acho que num trajecto tão pequeno podiam no mínimo tentar. Obrigado.

jose almada disse...

Lembro-me na altura que Salazar deu ordens para que um sumarino nosso pesquisasse toda aquela zona onde se supôz pudesse estar o avião ainda andou um outro americano salvo erro mas depressa desistiram e nunca mais se fêz nada, toda a minha vida perguntei a mim próprio porque este caso não teve tanto relevo e interesse e nunca fizeram nada ou quase nada por saberem mais no minimo buscas até se provar algo? nunca percebi o desintresse do nosso país em tentar fazer algo mais, provavelmente se o avião levasse ouro ou um tesouro enorme em diamantes ai talvez fizessem. É a hipocrisia humana a falar. Os governos, os nossos chefes, politicos não vêem isto, não poderão emendar o erro enorme cometido até á data de hoje? Onde pára o avião que segundo diz a tap era o primeiro vôo aéreo comercial na nossa história, que mergulhou em pleno oceano Atlantico simplesmente sem se saber até hoje nada de nada, que resposta dar aos familiares, os meus 3 primos órfãos não mereciam isto nem ninguém que pereceu ali. provavelmente uma grande maioria de familiares de todos já desistiram e acham impossivel mas o homem de hoje não costuma desistir com tanta facilidade. E os portugueses não têem fama de empreendedores corajosos e de desbaratarem o mundo? A ultima noticia que reberam no aeroporto em morse, segundo relataram na altura, (e eu era bem pequeno mas nunca me deixei de lembrar há coisas que as crianças gravam mesmo) era que estavam em perigo e iam tentar uma aterragem forçada

jose almada disse...

Força Mico, Zinha e joão Pedro Imauz, estou sempre convosco.

Jaldares RSousa disse...

Foram feitas buscas e prolongadas em situação de mar muito difícil. Tenho 65 anos e lembro-me perfeitamente desse acidente. O navio em que o meu pai, marinheiro da armada, servia esteve um longo período em pesquizas no Atlântico Acontece que na altura em que o artop teve que amarar o Atlântico estava cem desordem total om ondas monstruosas. Encontrei estes seus posts porque, hoje mesmo, estive a falar sobre esse acidente e vim à procura de informação.
O navio, em que o meu pai estava destacado, esteve várias semanas em buscas e o mau tempo que apanhou na fase inicial fez perder a esperança a toda a gente.
Os meios também, naquela altura como hoje, eram miseráveis
Visitei o navio 3 ou 4 dias depois de chegar à base naval do Alfeite e apesar de miúdo fiquei impressionado com o nível de destruição, provocado pelo mar, sobretudo no convés.
Haviamaterial de guerra retorcido e quase arrancado pela base.
Fiquei também muito, mesmo muito impressionado com a dor e sofrimento das pessoas que perderam os seus daquela maneira.
E o não saber, o não conseguir entender o como, o porquê deve destruir as emoções.
Um abraço,
José Sousa.